sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

POLUIÇÃO ELETROMAGNÉTICA

Poluição eletromagnética (eletrosmog)
e irradiações geofísicas
Os riscos invisíveis para a saúde


Mesmo tomando todos os cuidados possíveis, você sofre
de problemas como insônia, cansaço, dor de cabeça ou
nas costas, alergia, distúrbios gastrintestinais, reumatismo, problemas pulmonares, depressão, falta de energia, fraqueza imunológica, distúrbios hormonais e do metabolismo, nervosismo, problemas cardíacos, falta de concentração...

Nesse caso é bem possível que seus sintomas estejam relacionados a uma exposição à poluição eletromagnética e irradiações geofísicas.

Como o ser humano adoece
O ser humano é de natureza eletromagnética — em frações de segundos leves correntes biológicas conduzem as funções do nosso corpo e das células.

O cérebro e o sistema nervoso central são estimulados por mínimas correntes elétricas.
O coração é um gerador de campo magnético, cujas correntes podem ser registradas por meio de eletrocardiograma em qualquer adulto.
O metabolismo, o sistema imunológico e as funções hormonais são monitoradas pelo campo magnético terrestre.
Esse equilíbrio eletromagnético do organismo é continuamente perturbado por irradiações artificiais milhões de vezes mais intensas. Inúmeras torres de retransmissão produzem um ‘manto’ de irradiação permanente. Todos os cabos elétricos geram campos elétricos. Geralmente desconhecemos o caminho que esses fios percorrem dentro das paredes, podendo influenciar fortemente em nossos órgãos eletro-sensíveis. As linhas de alta tensão dos trens e dos ônibus elétricos, os televisores, lâmpadas, radio-despertadores, fogões elétricos etc., geram campos magnéticos que atravessam praticamente qualquer material, até as paredes de concreto.

Além disso, o campo magnético da Terra é deformado por veios d'água e irradiações geofísicas, o que provoca constante deficiência de energia magnética no nosso organismo — algo parecido ao astronauta que permanece fora do campo magnético terrestre.

Face a esse número enorme de fatores prejudiciais, não é de se espantar que o nosso organismo fica desequilibrado, adoece e reage com problemas físicos.

Mais de uma década de experiência
Desde 1992, o Instituto para irradiações geofísicas e poluição eletromagnética (IfEE), na Suíça, se especializou em análises biológicas da construção civil. Realizaram medições de campos alterados provocados pela poluição eletromagnética e irradiação geofísica por meio de aparelhos de medição — sem furquilha ou pêndulo. Medições físicas têm a grande vantagem de tornar visíveis os campos alterados e fornecer dados confiáveis sobre a sua intensidade.

As medições não abrangem apenas aspectos parciais das interferências possíveis na habitação — nos veios d'água e irradiações geofísicas, campos elétricos, a irradiação de alta freqüência das torres de telefonia celular e radiocomunicação. O importante é detectar todos os campos nocivos originados por poluição eletromagnética e irradiações geofísicas na habitação.

O instituto realiza análises abrangentes das condições ambientais, considerando todas interferências possíveis:

medição de campos eletromagnéticos, como linhas de alta tensão e de trens, televisores, computadores, lâmpadas, fios elétricos, aquecedores etc.;
medição de campos de alta freqüência, como antenas celulares, telefones sem fio etc.;
medição de veios subterrâneos de água, anomalias telúricas e todas as demais sobrecargas no campo magnético terrestre.
Além da medição física dos campos nocivos também analisamos tecnicamente a sensibilidade individual. Isso é de grande importância, pois existem pessoas cujas células reagem pouco ou quase nada quando expostas a cargas grandes. Outras reagem de maneira intensa a pequenas cargas, apresentando graves problemas de saúde.

Essa análise abrangente serve de base para a sugestão de melhorias da situação ambiental.

Descrição de um caso prático
Após mais de mil análises o IfEE descreve uma situação comum observada na moradia de um casal entre 40 e 50 anos de idade.

Esposa: exaustão e constante falta de energia; muito cansaço ao levantar-se pela manhã, dores de cabeça constantes.
Marido: distúrbios do sono, problemas de digestão, distúrbios do ritmo cardíaco.
Resultado das medições: fortes campos elétricos no local onde dormem, provenientes dos cabos nas paredes. Fortes campos magnéticos provocados por linhas de alta tensão nas proximidades. Superestimulação do campo magnético terrestre.
Providências: como não havia possibilidade de mudar a cama de lugar, foi instalada uma proteção dos campos eletromagnéticos e foi regenerado o campo magnético terrestre. Após duas semanas já ocorreu uma nítida redução dos problemas e, após três meses, as queixas desapareceram.
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Fonte: Institut für Erdstrahlen und Elektrosmog, Luzern, Suíça

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Aumenta incidência de raios no sudeste do Brasil

Aumenta incidência de raios no sudeste do Brasil
Thiago RomeroAgência FAPESP 07/02/2008

Na primeira quinzena de janeiro de 2008, a incidência de raios na região Sudeste do Brasil aumentou 51% em comparação com o mesmo período de 2007. O número de descargas atmosféricas registradas na região subiu de 105,8 mil para 159,9 mil.
Mortes por raios
Os dados acabam de ser divulgados pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Uma das conseqüências desse aumento é o número de óbitos: das dez pessoas que morreram atingidas por raios só este ano no país, quatro estavam na região Sudeste.
Segundo o coordenador do Elat, Osmar Pinto Júnior, com base na análise comparativa das condições meteorológicas e da ocorrência de descargas atmosféricas no Sudeste entre 1999 a 2007, os pesquisadores do grupo já haviam previsto, em dezembro, uma incidência de descargas atmosféricas acima da média para o verão de 2008.
Influência do La Niña sobre os raios
Eles compararam a incidência de raios durante a primavera de cada ano com eventos climáticos de grande escala, como o La Niña, fenômeno oceânico-atmosférico que se caracteriza por um esfriamento anormal nas águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, causando impactos ambientais relacionados à formação de tempestades no mundo inteiro.
"Estimávamos um aumento de 20% a 50% na incidência de raios no verão de 2008, que inclui também os meses de fevereiro e março", disse Pinto Júnior à Agência FAPESP. "Os dados da previsão meteorológica, que indicam um leve aumento de temperatura de acordo com a média histórica e chuvas dentro da média, também nos auxiliaram nessa estimativa, uma vez que esse cenário favorece a maior incidência de raios."
Paradas cardíacas
"Desde o começo do ano, caíram cerca de 207 mil raios no Sudeste, contra 152 mil no mesmo período de 2007", afirmou. Outro levantamento do Elat aponta que durante todo o ano de 2007 foram registradas 46 mortes causadas por raios em todo o Brasil, resultado que, para Pinto Júnior, subestima o número real de ocorrências, uma vez que muitas não são divulgadas.
"Além dos casos não documentados, muitos morrem por parada cardíaca decorrente de uma descarga atmosférica, por exemplo, e, por falta de testemunha, a causa do óbito acaba sendo considerada como infarto. Isso ocorre muito com os trabalhadores rurais, que estão com freqüência sozinhos no campo", explicou.
Essa falta de notificação seria uma das causas para a redução de 37% nas mortes por descargas atmosféricas em relação ao levantamento anterior, realizado em 2001, quando foram registrados 73 óbitos em todo o país. Em ambos os levantamentos o estado de São Paulo detém o maior número de casos, com cerca de 30%.
Cidades mais atingidas por raios
Em abril de 2007, o Elat divulgou um ranking das cidades brasileiras mais atingidas por raios (veja reportagem) Dos 3.183 municípios de nove estados avaliados, São Caetano do Sul (SP) ocupou a primeira posição, seguido por Unistalda e Itacurubi, ambos no Rio Grande do Sul. O próximo ranking será divulgado em 2009.
Para chegar aos resultados, os técnicos do Elat dividiram o número total de raios incidentes em um determinado período de tempo pela área do município. A medição foi feita do início de 2005 a meados de 2006. Caem cerca de 12 raios por quilômetro quadrado por ano no município paulista que lidera a lista.
60 milhões de raios
Aproximadamente 60 milhões de raios caem por ano no Brasil, causando, em média, 70 mortes por ano. Calcula-se ainda que os prejuízos causados pela incidência de descargas atmosféricas no país girem em torno de R$ 1 bilhão por ano, sendo R$ 600 milhões no setor elétrico.
"Há 30 anos, quando começamos a desenvolver pesquisas sobre descargas elétricas, morriam cerca de 150 pessoas por ano no Brasil. Hoje, o número de casos registrados caiu pela metade, o que indica uma melhoria na conscientização da população. Naquela época era muito comum pessoas duvidarem dos raios e dizerem que eles não matam", disse Pinto Júnior.
Desinformação sobre as descargas atmosféricas
Mas, segundo o coordenador do Elat, a desinformação ainda é muito grande e, por conta disso, há muito trabalho preventivo a ser feito. "Esta semana mesmo um agricultor morreu no Ceará porque estava segurando uma enxada durante uma tempestade. Outra vítima deste ano, em Minas Gerais, estava encostada na geladeira dentro de casa. Sabemos que qualquer condutor metálico atrai raios e esses são mais dois casos clássicos que poderiam ter sido evitados", lamentou.